segunda-feira, 9 de junho de 2008
DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE 05 DE JUNHO
O dia mundial do meio ambiente neste ano é especial.
A importância do tema ganhou escala.
Arrebentou portas, ganhou ruas.
Ao longo do ano na CUT será homenageada a memória indesejada.
Circunstâncias e engrenagens do crime contra Chico Mendes ainda a serem explicadas. Julgadas e condenadas.
O Planeta parece gritar na China e em Miammar.
Tua ira surge no facão.
Os "engenheiros" e seus dinheiros, neste dia do meio ambiente, se exibem contentes.
No restante do ano, se revelará: engano.
Construções de barragens a qualquer custo, desconstruções de imagens.
Hidratação de malandragens.
Mesmo assim, o dia do meio ambiente é um dia num ano especial.
Vinte anos da Constituição, ao mesmo ensejo, vinte e cinco anos de vida da CUT, quarenta anos das "barricadas do desejo".
Superar retóricas de ocasião.
Fugir da armadilha que desmata.
Recusar as polaridades que foram construídas nas cidades.
Deidades que levam às calamidades econômicas, ambientais, sociais e espirituais. Estripulias das astrologias.
Realinhar as idéias originais e as pessoas leais.
Defender os recursos naturais.
Assim, então reorientar nossa ação.
Implementar nossa deliberação.
Este é o desafio do conjunto da CUT e dos movimentos sociais.
Neste dia do meio ambiente, neste ano especial, este tema deixa de ser marginal.
Arrebentou portas e ganhou as ruas.
Atingiu nosso continente.
"Um dia que teve um começo e não terá mais fim."
Uma sociedade sustentável.
Um ponto de partida e um ponto de chegada.
Marketeiros, que neste dia publicarão disfrases,
disfarces do que se convencionou, nos salões,
chamar de desenvolvimento sustentável.
Discursos para leilão estável, durável.
Cartas marcadas sobre a mesa.
Testas de ferro que destroem a natureza.
Querem arar a Cruz.
Irmandades transnacionais, sociedades secretas,
arquitetam os mais sofisticados meios,em nosso meio,
para controlar a terra do Pau Brasil, a terra de Santa Cruz.
Biopirataria, vazamento e arrendamento de energia para a Alcam, Alcoa,Vale, Monsanto, Syngenta, Bunge, Maggi, Cargill.
O tempo de treino acabou.
Meio ambiente agora é para valer.
Reinventar a capacidade de sonhar.
Uma nova civilização.
Não repetir os valores da sociedade do carbono.
Construir uma nova aliança para interromper os caminhos traçados pelo mercado.
Dar passos largos na direção de uma nação soberana.
Um futuro breve que erradique a fome.
Um futuro que radicalize a democracia.
Para tanto, precisamos de presente que elimine a hipocrisia.
A tirania da violência dos poderosos.
Elimine a truculência doce dos donos do poder.
Elimine as máscaras dos donos do biopoder.
Um presente em que, o passado reclama desvios que estivemos a cometer.
Neste dia do meio ambiente, é o que eu tenho para te dizer.
* Sindicalista e Ambientalista, membro da Executiva Nacional e Coordenador da Comissão Nacional de Meio Ambiente da Central Única de Trabalhadores (CUT). Secretário-Executivo do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais pelo Meio Ambiente e o Desenvolvimento (FBOMS).
sexta-feira, 25 de abril de 2008
ELEIÇÕES 2008
domingo, 13 de abril de 2008
segunda-feira, 17 de março de 2008
sábado, 8 de março de 2008
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Soneto de carnaval
Distante o meu amor, se me afigura
O amor como um patético tormento
Pensar nele é morrer de desventura
Não pensar é matar meu pensamento.
Seu mais doce desejo se amargura
Todo o instante perdido é um sofrimento
Cada beijo lembrado uma tortura
Um ciúme do próprio ciumento.
E vivemos partindo, ela de mim
E eu dela, enquanto breves vão-se os anos
Para a grande partida que há no fim
De toda a vida e todo o amor humanos:
Mas tranqüila ela sabe, e eu sei tranqüilo
Que se um fica o outro parte a redimi-lo.
Vinícius de Moraes
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
ASSIM EU VEJO A VIDA
A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.
Cora Coralina
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
Feliz 2008
domingo, 23 de dezembro de 2007
DESCAMINHOS
Que por vezes chega a me desesperar
Esse meu desatino nossos descaminhos
E a vontade louca de ficar
Me perdoa essa falta de sono
Que por vezes chega a me desanimar
Queria te encontrar nesse meu abandono
E não ter que depois desapegar
Te queria sem pressa, sem medo
Na loucura de um dia qualquer
Te tragar no silêncio da noite
Nos teus braços me sentir mulher
Mas a falta de tempo é tamanha
E essa ausência de mim te devora
Me perdoa esse jeito cigano
De partir sempre antes da hora.
(Joana)
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
LIVRO DIDÁTICO DE HISTÓRIA
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Livro: FLOR DA NEVE E O LEQUE SECRETO
Nos anos 60, autoridades chineses ficaram intrigadas com estranhos caracteres escritos em papéis encontrados na bolsa de uma mulher desfalecida em uma estação ferroviária rural. Detida sob a suspeita de ser espiã, ela foi libertada depois que especialistas analisaram os papéis e constaram que os sinais eram de uma linguagem que as mulheres chinesas usavam há cerca de mil anos, sem que os homens a conhecessem. O fascínio que a nu shu e a cultura por trás desta escrita feminina levaram Lisa See a conceber o romance Flor da Neve e o leque secreto.
Educadas essencialmente para servir aos maridos, filhos e famílias, as mulheres chinesas se expressavam utilizando a Nu shu, protegidas da interferência masculina. Bordando seus caracteres em lenços ou pintando-os em leques, as jovens mantidas em isolamento social até o casamento conseguiam comunicar-se com as melhores amigas. A aliança laotang, uma escolha pessoal de devotação à amizade pelo resto da vida, era tão importante quanto o casamento arranjado que as famílias promoviam na China do século XIX.
Flor da Neve e o leque secreto é narrado por Lírio, a matriarca de uma família que, aos 80 anos, recorda sua amizade com Flor da Neve, sua amiga laotang, a quem confidenciou temores, sonhos e aspirações durante os períodos mais importantes de suas vidas. Era na aliança laotang que aquelas mulheres discretas e tolhidas firmavam o relacionamento mais intenso e importante de suas vidas. Os percalços enfrentados, como a morte de filhos, a inimizade das sogras e os maus-tratos de maridos violentos, são suportados pelo apoio que uma devota à outra, expresso nos leques que trocam.Com ternura e melancolia, Lisa See, através das recordações de Lírio, descreve o universo dessas mulheres tolhidas e discretas, das quais tudo se esperava, enquanto pouco era concedido. Embora a protagonista aceite seu papel numa sociedade que só valoriza as mulheres pela capacidade de gerar e criar filhos homens, Lisa See mostra que parte desse conformismo é cultivado desde a infância, quando as meninas sofrem dores terríveis ao terem os pés enfaixados para atrofiá-los, mesmo que isso leve a fraturas nos ossos.
sábado, 6 de outubro de 2007
GLOBALIZAÇÃO
“Um processo ainda em curso de integração de economias e mercados nacionais. No entanto, ela compreende mais do que o fluxo monetário e de mercadoria; implica a interdependência dos países e das pessoas, além da uniformização de padrões e está ocorrendo em todo o mundo, também no espaço social e cultural. É chamada de "terceira revolução tecnológica" (processamento, difusão e transmissão de informações) e acredita-se que a globalização define uma nova era da história humana.”
Este conceito retirado da internet www.brasilescola.com/gerografia/globalização.htm expressa de maneira simples o processo de globalização em curso no atual estágio de desenvolvimento da humanidade. Se considerarmos apenas o conceito citado entenderemos que tudo no mundo esta integrado de maneira que facilitou o acesso aos bens produzidos pelo ser humano, mas se detivermos um olhar mais crítico a este processo veremos que as mercadorias são livres para irem e virem, agora o acesso e o consumo é o restrito para poucos ou aonde o capitalismo econômico determina a lógica do mercado.
A Globalização econômica tem sua base teórica no Liberalismo Econômico, que na atualidade foi rebatizado de neoliberalismo, ou seja, liberdade para as empresas entrarem em diversos países sem pagarem impostos ou sem concorrência com os produtos nacionais. Isto tem sido objeto de estudo pois os países que não protegem sua economia ficam a mercê dos diversos revezes da ordem econômica mundial e tem sua soberania fragilizada.
( ROSE MARI GOMES )





